Salve amigo! 2017 começando com tudo e, para que você comece também, vou ir ao básico. De preferência, a lugares tão básicos, que você não vai achar ninguém escrevendo sobre isso por aí.

Já ouviu falar em “capital de giro”? Eu imagino que sim. E a ligação direta que sua mente deve fazer é com o mundo empresarial, certo? Bom, já temos um começo. Mas se eu te dissesse que nós, pessoas físicas, também temos que ter nosso capital de giro? Parece absurdo? Mas não é. E durante esse texto você vai entender o que é, como funciona e porque tanta gente se enrola por não praticar algo tão simples.

Mas afinal, que m* é Capital de Giro Pessoal?

Em poucas palavras é o dinheiro para seu “giro mensal”, isto é, pagar suas contas e despesas do período. Porém, muita gente sempre opera com a conta corrente perto do zero, contando apenas com o recebimento que virá para honrar seus compromissos, com pouca ou nenhuma margem para imprevistos. Uma parcela mínima, não tem nada na conta corrente por que investe, mas esses são minoria absoluta.

Então o que faço?

O ideal (lembrando que não há “certo e errado”) é que sua conta tenha sempre disponível o suficiente para as contas do mês, independentemente dos seus recebimentos. Ou, que haja um “capital mínimo” que cubra dos dias que sai mais dinheiro do que entra.

É preciso entender, mesmo que de forma básica, o conceito de fluxo de caixa, que é conseguir enxergar, para o caso que estamos discutindo, diariamente as entradas e saídas de sua conta. E, quando existem mais saídas do que entradas, chamamos isso de “desencaixe” no fluxo de caixa.

A ideia então é que haja sempre na conta, ao menos, o dinheiro para cobrir esse período de “desencaixe” até que o próximo recebimento entre, e no fim, haja sempre esse mesmo valor disponível. Desse modo, a conta nunca vai ficar no zero e, muito menos, entrar no vermelho, o que deve ser evitado a todo custo.

Para não se dar mal

Antes de sair transferindo seu dinheiro como doido para seus investimentos (se esse for seu caso), preocupe-se com que sua conta corrente sempre tenha capital disponível. Isso é tão fundamental quanto gastar menos do que se ganha.

Imprevistos acontecem, empresas atrasam salários, sistemas dão problemas, bancos saem do ar e constantemente somos traídos por nossas memórias. Quem tem seu capital de giro pessoal, raramente se dá mal.

Imagine que sua fatura do cartão vence dia 07 e, rotineiramente, seu salário é creditado no dia 05. Mas, por algum motivo, o dinheiro não entrou até o dia 07, e todos seus recursos estão, por exemplo, no Tesouro Direto. Você vai levar, ao menos, 24 horas, se não mais, para conseguir resgatar dinheiro para cobrir sua conta. Nisso, o prejuízo foi grande, afinal, os juros do cheque especial passam de 10% ao mês, enquanto você está recebendo no máximo 1% no Tesouro. Entendeu agora?

Ter dinheiro aplicado a 1%, enquanto você paga 10% do outro lado, é como comprar um produto por 10mil para vendê-lo por 1mil e achar que está levando vantagem; coisa de otário!

Para não ter que desenhar

Tome cuidado para não ir atrás de ideias preconcebidas e altamente difundidas. Você vai ver e ouvir muito por aí nos blogs de educação financeira que, “dinheiro parado na conta corrente” é dinheiro perdido. Seria verdade absoluta se essa não fosse apenas parte da história.

A versão correta seria: “mais dinheiro do que o necessário na conta corrente, é dinheiro perdido”. Por isso, faça um controle detalhado das suas finanças, para você conseguir enxergar quanto aproximadamente (porque não dá para ser exato) você deve ter na sua conta para jamais ficar negativo. Afinal, pior do que deixar “dinheiro parado na conta” (muito pior) é entrar no cheque especial.

Mais uma vez amigo: não há certo nem errado. O importante é conseguir, de uma maneira que faça sentido para você, manter as contas equilibradas para conseguir viver uma vida próspera e plena. Grande abraço e nos vemos em breve.