O fantasma da inflação assombra muitos lares brasileiros. E isso não é de hoje; somos especialistas no assunto. É só lembrarmos do tempo em que os preços tinham um valor de manhã, e outro a noite (etiquetadoras de preços eram indispensáveis).

Parcelamentos a perder de vista, cheque e outras artimanhas foram utilizadas nos períodos negros de hiperinflação (mau hábito que persiste até os dias de hoje). Mas você já notou que a inflação medida pelos indicadores oficiais praticamente nunca bate com a que você percebe no dia a dia? Ou PIOR:  sabia que os índices de inflação divulgados não têm relacionamento direto com seu bolso ?

A inflação de cada um

Pense aqui comigo: Se eu abasteço meu carro com gasolina e o preço do etanol dispara 300% no mês, este valor não afetará diretamente no meu bolso, correto? A despesa do etanol não existe. Agora aplique este conceito a tudo que VOCÊ consome, e você terá a noção da sua inflação pessoal.

Outros exemplos:

  • Eu não como pão (preço do pão dispara = pão não atormentará meu consumo)
  • Eu como carne (preço da carne aumenta = carne irá fazer com que eu gaste mais)

Ou seja, os gastos têm diferentes pesos nas despesas de pessoa para pessoa.

No fim das contas, não tem relevância se a inflação em 2016 foi de 6,29%. O que dita a regra é o seu custo de vida: Qual a quantia de dinheiro que você necessita para comprar as mesmas coisas que comprou no ano passado.

Este é um conceito bem bacana, que você pode aplicar utilizando todas suas despesas fixas (educação, academia, lazer, combustível). Pra te ajudar, no final deste artigo, você poderá fazer download de uma planilha para calcular a sua inflação.

Como  calculo a minha inflação?

O processo é simples, mas necessita que você tenha um controle financeiro bacana, seja em app, caderno ou excel.

Seguindo a mesma linha dos índices de mercado (onde é ponderada uma cesta de bens para famílias na faixa de renda entre 1 e 40 salários-mínimos), o cálculo individual depende da suas despesas fixas; sua “cesta de itens comuns”.

Assim, é só colocar no papel os preços dos bens e repetir o processo todo mês. A partir daí, você terá uma clareza dos itens que pesam mais no seu orçamento pessoal.

O exercício é bem simples, e depois de algum tempo começa até a ajudar a cortar os gastos e, mais importante, a planejar seus investimentos.

É experimentar para ver.

Você vai descobrir que, no final das contas, o que vale é a sua inflação pessoal e não o índice que dizem para você.

Baixe a planilha gratuita aqui