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taxa selic a 5%

Taxa Selic a 5%…e agora? A taxa Selic atingiu o seu menor patamar desde o início da série histórica afetando diretamente a sua vida financeira com toda a certeza. Não só para quem tem dívidas de financiamento ou empréstimos bem como para quem tem investimentos indexados à taxa Selic.

Em 30 de outubro de 2019, o COPOM (Comitê de Política Monetária) definiu a meta da taxa Selic a 5%. O objetivo é estimular a economia já que juros menores favorecem o crédito e incentivam a produção e consumo no atual cenário de baixa atividade econômica.

Veja a trajetória da taxa Selic desde 2009

Fonte: Banco Central – http://www.bcb.gov.br

UM BREVE HISTÓRICO SOBRE A TAXA SELIC

A sigla Selic significa Sistema Especial de Liquidação de Custódia. Foi criada no ano 1979 pela Andima (Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto) e pelo Banco Central, com o propósito de modernizar o registro de negociação de títulos públicos tornando-a mais segura e transparente. ​A Selic é a taxa básica de juros da economia.

É o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação de tal forma, que ela influencia todas as taxas de juros do país. São influenciadas tanto as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras, assim como o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Além disso, a Selic ajudou a equilibrar a economia nas diversas crises do Brasil, especialmente nos planos econômicos a fim de controlar a inflação.

Só para ilustrar, veja abaixo o que acontece quando a taxa Selic sobe ou desce

Fonte: Banco Central – http://www.bcb.gov.br

E PARA QUEM TEM EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS?

Com uma taxa Selic a 5%, a tendência é que as taxas de juros para empréstimos e financiamentos também baixem e sendo assim, quem tem qualquer tipo de dívida deve:

  • Pesquisar instituições financeiras que ofereçam taxas de juros menores comparadas a que você tem hoje e então, tentar negociar com a sua instituição. Caso não consiga uma negociação na sua instituição, saiba que você tem direito a portabilidade da dívida para a instituição que oferece uma taxa de juros mais vantajosa.
  • Fique atento a programas de mutirão para renegociação de dívidas que sempre são lançados! Nesse sentido, no dia 06 de novembro de 2019, foi anunciado pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, a realização de um mutirão de renegociação. “Para quem quer renegociar dívida, o que vai ser pedido em retribuição é que faça um curso de educação financeira”, disse Campos Neto.

E PARA QUEM TEM INVESTIMENTOS NA RENDA FIXA?

Para quem é poupador e faz investimentos em renda fixa de baixo risco, a partir dessa nova realidade do Brasil de juros baixos, terá que buscar por informações, conhecimento e diversificar seus investimentos a fim de conseguir rentabilidades mais atrativas! Em tempos de juros baixos, a era de rentabilidade fácil a 1% ao mês com baixo risco acabou!

Muita atenção é necessária neste momento, pois muitos investimentos em renda fixa baixo risco podem perder e muito para a inflação!

Devo tirar todo meu dinheiro da renda fixa?

Não, você não precisa tirar todo o seu dinheiro da renda fixa, mas, com este novo cenário, a opção mais segura para garantir rentabilidade maior que a Selic é “garimpar” investimentos que paguem acima de 100% do CDI.

Veja a comparação do retorno real de alguns investimentos indexados à Selic

Para o cálculo da comparação acima, foi considerado: resgate nos próximos 12 meses (tributação de imposto de renda a 17,5%), taxa Selic a 5,00% aa e IPCA para os próximos 12 meses a 3,55% aa (conforme relatório Focus, emitido pelo Banco Central, em 04/11/2019).

Vamos lá! Analisando o retorno real (descontado a inflação) acima por tipo de investimento:

  • CDBnão tem taxa de administração, mas sofre tributação de imposto de renda. Para resgate em 12 meses, investir em CDB que pague menos do que 87% da CDI, o retorno real já começa a ser negativo.  
  • LCInão tem taxa de administração e não sofre tributação de imposto de renda, mas o LCI tem que ser resgatado no prazo contratado. Para LCI que paga menos do que 73% da CDI, o retorno real já começa a ser negativo.
  • TESOURO SELIC tem taxa de administração e sofre tributação do IR. O Tesouro Selic paga 100% da taxa Selic. Para resgate em 12 meses com venda antecipada tem um desconto no rendimento que é a diferença entre as taxas de compra e venda. Mesmo assim ainda terá um retorno real pequeno. Atenção: Se resgatar antes de 6 meses com certeza perde para a inflação.
  • FUNDO DIpode ou não ter taxa de administração (hoje, já existem alguns fundos que não cobram a taxa) e tem tributação do imposto de renda. Esta comparação mostra que, para resgate em 12 meses, fundos DI que pagam 100% do CDI, mas possuem taxa de administração acima de 0,40%, o retorno real começa a ser negativo.  
  • POUPANÇA – neste caso estamos falando da poupança nova, que rende 70% da taxa Selic. É um péssimo investimento. Como mostrado acima, quem aplicar na poupança com certeza perderá dinheiro!

E se a taxa Selic cair ainda mais?

Se a taxa Selic cair ainda mais, como o mercado já está sinalizando, a análise apresentada acima precisará ser refeita e com certeza os retornos reais na renda fixa indexada à taxa Selic serão ainda menores e alguns mais negativos …

Para o investidor que já tem um perfil que tolera assumir um pouco de risco com o propósito de ter melhores rendimentos, a recomendação é diversificar em primeiro lugar, diversificar em segundo lugar e diversificar em terceiro lugar… A diversificação trará a oportunidade do investidor buscar conhecimento e iniciar na renda variável!

Podemos concluir então, que é urgente a busca por informações e conhecimento do mercado financeiro. Sem dúvida, somente a educação financeira e o conhecimento fará com que o brasileiro faça boas escolhas em seus investimentos e não perca dinheiro.

E não aceite investimentos sugeridos por instituições financeiras, ou por indicações de redes sociais, amigos ou parentes, sem entender exatamente no que está investindo ou sem procurar um profissional qualificado que poderá ajudá-lo!

Boas escolhas, bom aprendizado e bons investimentos!

Post Author: Ana Campos

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