Salve amigos!

Você já ouviu o termo “idealização”? Não?

Saiba que você amigo, como os outros 99% da população do mundo, sofre desse “bicho”. Temos essa mania do “ideal”: A casa, O filho, A esposa, O marido, O carro, O momento… ufa! É muito ideal para uma vida só.

E o que isso tem a ver com dinheiro? Tudo! O dinheiro (depois do sexo, provavelmente) é a coisa mais idealizada da humanidade. Quem não suspira ao ver um filme onde o protagonista mora numa mansão de tirar o fôlego, tem uma coleção de carros, um jato particular e está sempre sorrindo? E pensamos: “como seria bom ser esse cara”. Bingo! Você acabou de idealizar algo. E o ideal não é (e jamais será) real.

A começar que somos imperfeitos, e sendo assim, por mais óbvio que pareça, jamais atingiremos a perfeição em nada. Mas ainda assim, sofremos e julgamos a todos e a nós mesmos cada vez que nossas altas expectativas não são atingidas. E quando isso vira para o lado do dinheiro (quase sempre), é um Deus-nos-acuda.

Mas por que raios o dinheiro é tão idealizado?

Simplesmente porque jamais teremos o quanto gostaríamos e S-E-M-P-R-E terá algo que o NOSSO dinheiro não será capaz (ou suficiente) para comprar. Então, como diria o grande (e mal humorado) Mark Knopfler, “why worry” (porque se preocupar)?

As pessoas em seus carrões, mansões, aviões não são mais felizes que ninguém. Algumas cometem suicídio (vejam os astros do cinema) ao descobrirem que se sentem tão miseráveis (ou mais) do que quando tudo aquilo não passava de um sonho, e por isso mesmo, havia propósito em seu dia-a-dia. E de uma hora para outra, tudo ficou sem sentido. E a que custo? O que teve de ser sacrificado para essa escalada ao topo do mundo dos sonhos materiais? Casamento, família, filhos?

Antes das vaias começarem, não estou aqui dando uma de São Francisco e dizendo que é impossível ser feliz com dinheiro. Pelo contrário, acho o dinheiro uma excelente ferramenta se bem usado e, sobretudo, se deixado em seu devido lugar: o de um mero objeto.

Disse tudo isso para que você pare por um minuto e olhe para tudo o que você tem; começando pelo principal, que são as pessoas que ama, e depois, passando pelos bens materiais. E assim, a cada dia, procure fazer esse exercício de gratidão por tudo o que tem, por tudo o que conquistou e pelo longo caminho que percorreu para chegar até aqui. Quando tornar a gratidão por suas conquistas e pelas dificuldades que trazem aprendizado um hábito, verá que vai praguejar muito menos por aquilo que não tem (e talvez nunca terá) e a vida ideal passará a ser a sua vida, que acredite, é muito melhor do que a dos outros.

Criei o CCF exatamente para desmistificar o dinheiro, e não torná-lo uma obsessão ainda maior.

Você já tem tudo, caro amigo, só não se deu conta disso ainda.

Um grande abraço,
Renato De Vuono.

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