Salve amigos!

Já perceberam que aqui no CCF o foco são as pessoas e, em segundo plano, como o dinheiro pode servir de ferramenta para os seus propósitos. Desisti de ser empresário quando percebi que, mesmo que se diga o contrário (o tal “Walk the Talk é muito mais difícil do que parece), não há foco algum nas pessoas, na sociedade, no ambiente… o foco é o dinheiro, o lucro. Favorecimento de poucos, em detrimento de muitos. Não me entendam mal; não sou contra o lucro e nem tampouco sou socialista. Mas, descobri que não sirvo para ser dono de empresa. Minha alma é autônoma, o que (ainda bem que cheguei nessa conclusão), nada tem a ver com ser empresário.

Há exceções a regra? Claro! Poucas e raras, mas elas existem.

Como tento (já disse antes; não é fácil) seguir na pratica a teoria que prego, isso trouxe junto a solidão desse caminho: não dá para fazer ninguém mudar, a mudança ocorre dentro de nós e, se dermos sorte, arrebanhamos pelo menos uma pessoa no trajeto. E como isso tudo vai na contra-mão do senso comum, de que o mais é melhor e de que bonito é se matar de trabalhar para ter “coisas” e não “ser” alguém; mais esforço ainda há de ser feito para vencer a correnteza.

Mas, como para mim cara feia é fome e o preconceito é a ignorância travestida de estupidez, eu passo por cima disso como um trator desgovernado e sigo rumo ao propósito para o qual creio ter sido colocado nessa espaço nave: ser a melhor pessoa que eu puder ser e ajudar o máximo de semelhantes que eu conseguir durante a jornada.

Escrevi tudo isso para chegar no ponto de dividir com vocês o motivo que tenho gravado poucos vídeos (ou nenhum, desde o “volta das férias) e lhes contar sobre meu propósito “supremo” de vida.

Priorizando as prioridades: um pé depois do outro.

Gravar um vídeo, pois mais simples que pareça em tempos de “super smartphones” é um processo trabalhoso. Ainda mais para deixá-lo com a qualidade que eu gostaria que tivessem. Digo, “gostaria” pois ainda falta um tanto. Mas, apenas por aspirar a perfeição, lhes asseguro que isso gera bastante trabalho, mesmo para criar esses filhos imperfeitos (é verdade), mas com enorme potencial. E como não quero que a qualidade caia, prefiro não fazê-los e manter o CCF vivo através dos posts, compartilhamentos e outros recursos que temos.

Agora vem a parte mais importante, o “porquê” da pausa: meus filhos!

Até o dia que meu primeiro filho nasceu, eu ainda tinha dúvidas sobre meu propósito nesse circo efêmero da vida. Hoje, menos de duas semanas depois do nascimento do segundo, já não tenho mais nenhuma: Ajudar pessoas. Começando por ajudar meus filhos a serem os melhores serem humanos que eles puderem ser. E que tarefa hercúlea que nos é dada quando nos tornamos pais! E que tarefa maravilhosa que nos é confiada!

Com um filho de 3 anos e outro de 10 dias, todo o resto ficou em “stand by” e a dedicação total é em cumprir o propósito pelo qual fui posto aqui: ser pai. E descobri nessa caminhada que, se eu conseguir fazer o meu melhor nessa que é a mais árdua das missões, estarei preparado para ajudar meus outros amigos passageiros dessa espaço nave. Precisamos de foco e de concentração para fazer as coisas bem feitas. Esse papo neo-bobo de “multitasks” é uma baboseira enorme para nos vender tablets e smartphones. É provado pela ciência que nosso cérebro só realiza BEM uma tarefa de cada vez, por mais que queiramos acreditar que podemos dirigir e mandar e-mails ao mesmo tempo e, quando voltarmos os olhos para a estrada… pode ser tarde demais. Existem exceções? Claro! Mas provavelmente você não é uma delas. Se fossemos realmente multifunções, os mestres do tênis não precisariam de silêncio absoluto em suas partidas, pois teriam a capacidade de abstrair do barulho. Aliás, eles jogariam ouvindo seu playlist preferido, com a raquete em uma mão e, quem sabe, com uma garrafa de suco na outra… Assoviar e chupar cana? Seria moleza. Temos facilidade em intercalar tarefas, mas note que, você sempre para uma para começar a outra. Perceba também (faça o teste) de quanto rende seu trabalho com chats, Facebook e afins abertos, e quanto rende com concentração total naquilo que deveria estar fazendo. O resultado é espantoso.

E assim é ser pai; ou você o é ou passa a ser um coadjuvante, enquanto delega a tarefa de educar esse ser que VOCÊ trouxe ao mundo a terceiros: escola, babás, tios, avós, empregada. E depois você se perguntará, aonde foi que errou… Eu dei sorte em poder ficar com meus filhos? Sim e não. Sim, porque é uma benção ter conseguido planejar e executar o plano, mesmo com erros e percalços. Não, exatamente porque, houve um plano.

Desde que descobrimos que estávamos “grávidos” do primeiro filho, muito cedo percebi que ser pai em nada combinava com minha rotina estabelecida, nem com meus hábitos e nem com a filosofia na qual eu estava inserido. Mais uma vez, “walk the talk” quase sempre é apenas força de expressão. E, passada a epifania, comecei meu plano emergencial para largar tudo aquilo – que também não fazia minha cabeça – para poder ser pai e, de quebra, descobrir uma carreira – pois até então, eu só havia tido trabalho. Explico: eu queria “ser” algo, e não “estar” algo. Como nunca me senti empresário ou publicitário, eu apenas estive. Diferente de ser algo, como hoje SOU pai e me encaminho para ser psicanalista.

Mas onde entra o dinheiro? Por que você está falando disso aqui no CCF?

Repito: o CCF é sobre pessoas, e não sobre dinheiro. E é justamente para respaldar meu plano de vida, que o planejamento financeiro e o preparo emocional foram extremamente importantes. O financeiro me deu condições para ficar em casa o tempo necessário até meus novos projetos ganharem corpo e meus filhos ganharem peso.  O emocional (aqui meu agradecimento especial a minha esposa e minha terapeuta – são duas pessoas diferentes, que fique bem claro!) serviu de preparação para enfrentar a onde de críticas, inimizades e desgaste que viriam junto a minha decisão de mudança.

Relembrando aonde quero chegar com tudo isso. Primeiro contar a vocês quem o CCF está “devagar” por um excelente (e supremo) motivo e segundo lhes mostrar a importância de se descobrir o nosso propósito maior de vida. Para mim foi ser pai, mas e você, qual é o seu?

E falar para vocês que são, ou sonham em ser pais, que essa é uma carreira para toda a vida e, por isso, tem que estar acima de qualquer outra coisa; para ser bem sucedido nela, toda dedicação é pouco. É preciso mais, é preciso devoção.

No fim das contas, o dinheiro serve para isso: dedicar-se ao seu propósito dentro da vida. Ser aquilo que, em algum lugar, foi escrito que deveria ser. Cuidar de si, para poder cuidar dos outros. Servir àqueles que procuram por sua ajuda. Ter a conta bancária recheada de nada serve se seu coração for vazio e sua alma empobrecida. Por isso não me verão aqui falando de acúmulo sem propósito, de pessoas sem emoção e do dinheiro pelo dinheiro.

É isso amigos, um texto um pouco diferente que de costume, mas com o mesmo propósito: ajudá-los a encontrar o caminho para uma vida plena, onde sua evolução estará no centro de suas metas, o dinheiro como uma mera ferramenta e, de quebra, você ajudará pelo menos uma pessoa até o final do percurso – e eu tenho certeza que será muito mais que uma.

Prometo que voltarei com vídeos e novidades logo logo, mas, por hora, o foco é em minhas duas pequenas obras primas! Dizem que durante a vida só realizamos uma obra prima… bem, eu fiz duas! :)

Grande abraço e até a próxima.

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